um dia desses-texto perdido

•Julho 8, 2009 • Deixe um comentário

Qualquer dia vou ter de escrever
sobre mim sem fingir ser outra pessoa
observando meus passos e absurdos,
sem aquele jogo de palavras
que torna tudo mais bonito,mais sadio.
Sem truques ,apenas eu no papel e aquilo que sobrar
Talvez seja nessa hora o pior dos imundos
Mas serei eu por um momento,
inigualável,pra nunca mais tentar.
Qualquer dia eu vou vencer o medo
e me deixar levar pelas palavras,
uma a uma e eu estarei ali vulnerável,
fora de mim no mundo real,
sonhos,pesares e pesadelos,medos,
amores e desejos tudo no maior
dos mundos pra quem quiser pegar,
será que alguém…
Qualquer dia o prazer de minh`alma
vencerá todas as sombras e…
…eu talvez seja feliz

medos

•Julho 5, 2009 • Deixe um comentário


sombras passando,
passos murmurados com pressa?
São medos fugindo de ti.

O que fará sozinho?
Tanto fez por merecer.
Exigiu demais de simples crianças
nascidas na tormenta interior.

Deixou caladas Lindas letras.
Trancou no riso sentimentos.
Sorriu por tristez dias.
Amou sem nunca declamar.

Qual a saída agora se
os pequeninos assustados se foram?

As lutas continuaram a chegar?
Resurgir pode o amor?
Sem os pequeninos aqui não será tão fácil.
Será preciso encontrar uma outra maneira.


sombras passando,
passos murmurados com pressa?
São medos fugindo de ti.

02/07/2009

•Julho 2, 2009 • 1 Comentário

Hoje abraço meu reflexo.
Invertido pareço melhor.
Calado lembro de ti.
Como será que me vês?

Serei ator de cenas frias
curtas sem roteiro?

No espelho sobre o ser
se curva a vida
A alma sobre a mesma
Me beija companhia.

Sou ator de cenas mortas
Desejo morrer a cada dia.
Os dias passam sobre mim
Por que estou aqui?

O Reflexo me domina.
A alma me abomina.
Covarde e mentiroso
vivo o melodrama.

A cena que se encerra
não deixa senão perguntas.
Não ensina ou estimula.
Que venha logo outra…

NInguém mais vem aqui…

•Junho 30, 2009 • 1 Comentário

.

Onde estarás amanhã?

•Junho 28, 2009 • 2 Comentários

Cala-te
Respeita a tristeza
sua leal companhia
amiga incompreendida.
Não a calunies
Guarde-a no peito.

Alegria imatura
foge a fonte diligente.

Dor,a dona do amanhã.
decida-se por hoje.
abrace-me ou vá.
Vá variante da manhã
Sol,certeza e calafrios.
Onde estarás amanhã?

Por hora minha sina
minha força e cortezia.

Onde estarás amanhã?

Epílogo

•Junho 24, 2009 • 3 Comentários

O mago trancou os olhos
chegara o momento
reunira forças,saberes
dominara medos e desejos
chegara o momento.
Adiante o por que de tantos passos
meticulosamente cálculados.
A exaltação viria do triunfo

Saíra pelo tempo e para o mundo
ainda criança,sem gestos,sem noção
percorrera florestas e oceanos
vagara por desertos antes
de encontrar o primeiro caminho
Ainda menino compreendeu a solidão.
Passara a ser um jovem e quis um sonho pra si.
Decidiu pelo poder,pela glória entre os mortais.
Cresceu observando,estudando a funesta espécie.
Sabia de sua primazia sobre os demais.
Buscou entender-lhes por completo vivendo
amores e loucuras,mas nunca teve medo.
sempre fora capaz de sonhar e quis
experimentar a frustação,não foi capaz.
Amante da natureza cultivava alquimias proíbidas
manipulando aromas e sabores.
Envelheceu sob o desejo do poder que lhe era justo.

Um incomodo o acompanhara por toda existência
a incerteza sobre sua natureza,sobre seu paradeiro original.
Era hora de saber,por toda sua vida sobre seu comando
O momento chegara….

Ana

•Junho 16, 2009 • 1 Comentário

“Sangue surge sob a cicatriz.
Mais uma vez a alma tentando sair.”

Escrevo pra não deixar de sentir
para não deixar de viver o que queria pra nós.
Escrevo o que queria ter sido,dito e vivido contigo.

É certo que todo amor é melancólico
e que toda amizade é um pouco de tristeza.
Mas deve se dosar o quanto viver a cada dia.
Amar de pouco em pouco,sofrer omeopáticamente.
Não é justo ter de sentir tanto de uma vez
Todos sonhos,medos,angustias e carinhos
surgirem de repente sob a máscara da perda.
E nos atacarem sem piedade,
invencíveis nos trazem aqui
todos com o mesmo olhar
em um circulo em volta da alegria
enquanto esperamos o mesmo momento
torcendo pra que nunca chegue.

Uma parte de mim que vivia em outra
Vivia tambêm nos olhos a minha frente.
Todos com suas lembranças
amávamos os mesmos gestos.
O mesmo modo de encarar a vida.

Escrevo pra não deixar de sentir
para não deixar de viver o que queria pra nós.
Escrevo o que queria ter sido,dito e vivido contigo.

À menina que me levou pra casa por confiar
nos meus olhos verdes(e são castanhos).
À doidinha que pisava fundo,esticava o pescoço
e soltava um gritinho de alegria sempre que passava
um cruzamento antes do sinal fechar.
Deixo meu amor.Meu carinho retido por estupidez.

O seu rosto amassado em minhas costas
Os “tapinhas da madrugada
O “kaju” ao pé do ouvido de manhã
As brigas por querer dormir um poco mais
e as brigas por termos dormido demais.
Tudo o que tinhamos de superar.

E escrevo pra ti mesmo sem poder ler
mas escrevo por mim e pelo que não podes ter.
Escrevo pra não deixar de sentir
para não deixar de viver o que queria pra nós.
Escrevo o que queria ter sido,dito e vivido contigo.

Mais uma vez alma tentando fugir…
Subvertemos a alegria em gestos e olhares
multilamos carinhos,amores e crenças.
Nada supera o momento…
Onde uma outra parte de mim se verga a terra
Sucumbe a lágrimas,Respira o dano.

Escrevo pelos dias de chuva(únicos)
pelas noites de insônia(e as conversas estranhas)
Escrevo pelo medo de altura
pelo canteiro inacabado
por nossos planos(que fugi)
Escrevo pra não deixar de sentir
para não deixar de viver o que queria pra nós.
Escrevo o que queria ter sido,dito e vivido contigo.

musica

•Junho 11, 2009 • 8 Comentários

Noite clara,
e Lua cinza,
o Vento forte,
Os Galhos dançam
e as Flores saltam.

Reboliço Ar.
As Flores roxas,
ensaiam passos
que tolos gatos.
Tentam parar.

Isso,enquanto,
o Tempo pára
o Céu se muda
pra outro lugar.
Deixando lágrimas.

Chegando Nuvens
que trazem música
que de tão calmas
nos fazem dançar,
num compasso disritmado,
Nos envolve em poesia…’

•Junho 6, 2009 • 3 Comentários

lua cinza no azul da madrugada
O tempo seco invade a sala
A luz da vela já se foi.
Nenhum vento se atreve a vir.
Os sons de fora não alcançam a janela.
Nem um murmúrio ou pensamento.
Não há lembranças.Apenas paz.

IN-DE-SE-JÁ-VEL

Sol vermelho no luto da manhã.
Um bem-te-vi calado na varanda.
“O vento forte trará chuva?”
é todo o pensamento.
Gritam carros sobre a rua.
Folhas secas se apresentam.
Horas mortas.Paz macabra.

O dia errado pra ser sincero
Um tempo chato pra ser um seio
Anseios de medos trancados na varanda
na boca de um bem-te-vi que é seu.

Nuvens negras na tarde violeta
Nenhuma gota se atreve a vir.
Tempestade timida de mim
O vento caminha como um cego.
Batendo em muros de certezas escondidas
O tempo para…o sol retorna
e vejo o dia lindo que perdi.

Trancado em remorsos que não são
A saída é todo mal.
a estrada é uma só
o sentido somos nós.

•Maio 26, 2009 • 3 Comentários

Suave e continuamente
quase sem vontade.

Crio e recrio
a forma perfeita.

Insulto a beleza.

Ao tempo
Fica o pensamento.

Que seja poesia.